Alguém... é um ninguém
A noite escura cai
A louca vida se esvai
A carne, a faca são um
A morte chama um algum
Algum não é alguém
Coisa não é gente também
Quem viu não viu
Quem ouviu não ouviu
O grito de dor,
da carne a cortar
De dor ao respirar
A morte a espreitar
Desfalecer é um falecer
Vermelho a escorrer
Não dá pra voltar
Já, já isso vai acabar
A aurora nua se faz
Os primeiros passos pra trás
De susto ao perceber
Um corpo sem vida a jazer
Algum não é alguém
Alguém... é um ninguém
Quando jaz morto ao chão
E é menos um na multidão


hum poesia muito interessante , me fez refletir e repensar sobre a minha existencia.
ResponderExcluirbjus.. a poesiainteira é bela mas gostei masi desse verso "A aurora nua se faz
Os primeiros passos pra trás
De susto ao perceber
Um corpo sem vida a jazer"
bju ju