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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Santa Vuvuzela da periquita roxa! Vuvuzela de #% é rola!!



Saudações sopradores de vuvuzelas de plantão! (Vuvuzeleiros!)

Hoje estou sentindo a verve que me faz capaz de realizar um post... (preciso de um esforço hercúleo para realizar um...).
Sem mais delongas... vamos ao que interessa... quer dizer... ao que não interessa...mas mesmo assim hei de falar oras!
Vuvuzelas... o que vem a sua mente quando ouve tal nome (tosco)?

1- Novo nome para genitália (feminina)?


2- Novo nome para cinto-de-castidade (é quase um vu(l)va zela...)?


3- Ou o comumente... um tipo de instrumento musical (o.O) cuja sonoridade só alcança uma possibilidade... uma nota só e cujo intuito é inxuriçar, infernizar, importunar a paciência alheia...







Sinto muito mas a resposta como todos já sabiam (espero) é a ... valendo um milhão na real...
3!!!
Parabéns a você que acertou, se mate se errou (eu posso dar uma ajudinha)...
Enfim... abaixo mais informações técnica sobre o tema (im-)pertinente:


A vuvuzela é uma corneta de cerca de um metro de comprimento, usada por torcedores em jogos de futebol na África do Sul. A origem do nome é controversa. Pode provir da palavra Zulu para "fazer barulho", a partir da "vuvu" som que faz, ou de gírias locais relacionadas à palavra para "chuveiro." As vuvuzelas ganharam forte exposição na mídia devido à Copa do Mundo 2010 realizada na África do Sul.







 

A vuvuzela tem sido alvo de controvérsia devido ao instrumento causar danos auditivos graves e permanentes, e por ser um disseminador de doenças (a gripe em particular, mas podendo ser qualquer germe) substancialmente mais perigoso do que tossir ou falar. É também perigosa para os animais, visto que estes possuem geralmente uma audição mais sensivel, podendo criar situações de pânico e terror além de danos mais sérios em comparação com humanos.
A origem da vuvuzela é muito antiga. Ela é originária de tribos ancestrais sul-africanas e servia para convocar reuniões. Tornou-se popular na África do Sul na década de 1990. Em 2001, a empresa sul-africanaplástico. Requerem um sopro forte, de modo a emitir um ruído semelhante ao de uma sirene ou ao de um elefante. A utilização da vuvuzela é característica dos jogos entre grandes equipes de futebol sul-africano como o Kaizer Chiefs e o Orlando Pirates. As vuvuzelas da torcida dos Chiefs são amarelas e vermelhas, enquanto as da torcida dos Pirates são magenta cor de tijolo.


Pois é Zézé... eis uma das coisas mais insuportáveis mas, Ema ema né...

Não toque em cima dos ouvidos dos colegas, nem do dos animais (as vezes pode-se usar ambos substantivos para designar entes que (aparentemente) pensam...) nem ensine os animais a tocarem como os Sul-africanos estão fazendo:



Também olhem com atenção antes de se assentarem... a fim de que não haja nenhum acidente de ordem anal com as vuvuzelinhas (modelos menores, filhotes da vuvuzela).

Desculpem o besteirol... foi mais forte que eu.


Se tocar perto de mim não vou chegar à vias de fato...

apenas o direi o que um colega meu fala...:
"Você é um aborto da natureza! Sua mãe jogou fora o nênê e criou a placenta!

Forte abraço a todos.! Não soprem isso perto de mim p%$#!!









   















sábado, 12 de junho de 2010

O Sacramento da Caneca & A Permanência... Devir...

 

 

 

Na nossa fugaz existência existem muitos objetos que vêem ao nosso encontro. Nesses objetos não se pode encontrar nada além do que ele pode oferecer (uma caneca por exemplo, ela pode ser um vaso, uma espécie de porta-velas, um brinquedo para o lúdico da criança dar sentido próprio naquele momento, mas por si só, não podemos atribuir outros sentidos como avião, câmera, etc.)

 

 

Enfim a caneca que papai usava, a colher usada para mexer o grande panelão de sopa da mamma, aquele perfume da amada... todos esses supostos objetos, transcendem a si (!).

 

 

Neles não há uma essência do além, mas nele se encontra o que há de mais Sacro - a memória - sob seu velar pode-se achar amor, ódio, saudade...

Para os olhos profundos ela é saudade, é amor, é permanência, para os olhos supérfluos, um objeto substituível...


Pra vocês deixo outro tesouro que não é meu, a saber:

 

O sacramento da caneca

Há uma caneca de alumínio. Daquele antigo, bom e brilhante. O cabo já está partido, mas dá-lhe um ar de antiguidade. Nela já beberam os 11 filhos, desde pequenos a grandes. Ela acompanhou a família nas muitas mudanças que fez. Da aldeia para a vila, da vila para a cidade. Houve nascimentos. Houve mortos. Ela participou de tudo. Andou sempre connosco. É a continuidade do mistério da vida na diferença das situações vitais e mortais. Ela permanece. Sempre brilhante e antiga, Creio que quando entrou em casa já devia ser velha. Velhice que é juventude porque gera e dá vida. Peça central da cozinha.
Sempre que se bebe nela não se bebe água. Mas o frescor, a doçura, a familiaridade, a história familiar, a reminiscência da criança sôfrega que sacia a sede. Pode ser qualquer água. Nesta caneca, ela é sempre fresca e boa. Em casa todos os que matam a sede bebem desta caneca. Como num rito todos exclamam: Como é bom beber desta caneca ! Como aqui a água é boa ! E trata-se da água que, pelos jornais, vem maltratada. Vem do rio imundo da cidade. Cheia de cloro. Mas por causa da caneca torna-se boa, saudável, fresca e doce.

O filho regressa. Percorreu o mundo. Estudou. Chega. Beija a mãe. Abraça os irmãos. Matam-se saudades sofridas. As palavras são poucas. Os olhares longos e minuciosos . É preciso antes, beber o outro para amá-lo. Os olhos que bebem falam a linguagem do coração. Só depois do olhar a boca fala de superficialidades: Como ficas-te gordo! Como é bonito! Como ficou adulto! O olhar não fala nada disso. Ele fala o inefável amor. Só a luz entende. " Mãe, estou com sede! Quero beber da velha caneca!"
E o filho bebeu de tantas águas. As águas da Alemanha, de Inglaterra, da França, a boa água da Grécia. A água das fontes cristalinas dos Alpes, do Tirol. Tantas águas... Mas nenhuma é como essa. Bebe uma caneca. Não para matar a sede do corpo. Esta as outras águas matam. Mas a sede do arquétipo familiar, a sede dos penatos paternos, a sede fraternal, arqueológica, das raízes donde vem a seiva da vida humana. Esta sede só a caneca pode matar. Bebe uma primeira caneca. Sofregamente. Terminou com um suspiro longo, como quem mergulhou e veio à tona. Depois bebe outra. Lentamente. É para degustar o mistério que a caneca contem e significa.

Leonardo Boff





quinta-feira, 10 de junho de 2010

O TEATRO DOS SONHOS... DREAM THEATER - OUÇA...





Halo!!

Ola everybody!
Hoje vou fazer algo diverso do usual. Farei comentários, uma resenha sobre uma das obras consagradas do Heavy Metal Progressivo, a saber, o album Scenes from a Memory do Dream Theater.




Conta a história de Nicholas, um homem que vai a um hipnoterapeuta, e após uma seção espírita viaja aparentemente por suas outras vidas, onde ele encontra, em todas elas, uma moça chamada Victória. Chega de Lenga lenga e vamos pra história completa:




 

Regression e Strange Deja Vu

Nós começamos com Nicholas relaxando ao som das palavras do Hipnoteraupeuta e entrando num estado hipnótico na busca da regressão da terápia. A localidade não é conhecida, nem pouco é necessária para a terapia. Nós temos uma pista de, possivelmente, uma informação importante pelas palavras do Hypo:

“ If any time you need to come back, all you need to do is open your eyes”

“Se a qualquer hora você precisar voltar, tudo o que precisa fazer é abrir os seus olhos”

Agora Nick está num transe hipnótica e viajando em paz e conforto surreais. Enquanto ele se adapta em seu transe, ele começa a se concentrar em: O que sabemos aprender é o assunto de sua regressão terapêutica, uma garota chamada Victoria e uma vida que lhe parece estranhamente similar com a dele.

Em Strange DéjÀ Vu( Estranho Déjà Vu ), nos ouvimos um pouco mais sobre sonhos anteriores que levaram Nick à um hipnoterapeuta, e ainda continuamos cada vez mais profundamente em seu atual transe. Aprendemos que toda vez que Nick fecha seus olhos, ele é levado para o seu sonho de outra vida(ainda muito longe de chegar ao entendimento de sua consciência). Nós recebemos detalhes sobre o sonho; Portanto isso é o que ele vem sonhando no passado que o levou para uma terapia de regressão

Há um caminho levando para a casa. Dentro da casa e no andar de cima há um quarto onde uma garota aparece no espelho. Tudo isso parece muito familiar a Nicholas, mas logicamente isso não deveria acontecer. Nesse sonho(provavelmente por ser uma hipnose de transe e não apenas um sonho comum) algumas coisas parecem mais claras do que jamais foram. Ele pode ver o rosto de uma jovem garota e lhe pergunta:

“Young girl won’t you tell me why I’m here?”

“Jovem garota, não irá me dizer porque estou aqui?”

Ele vê que ela tem alguma coisa para compartilhar com ele, aquela é a razão que ela venho lhe guiando até ali, uma história que precisa ser contada, e essa história é um tanto quanto terríbel that is

“Tearing at her soul”

“Rasgando em sua alma”

Victoria agora expressa a primeira dica do porque dela perseguir Nicholas. Ela vem procurando por um caminho para revelar a verdade sobre seu assassinato. Acredito que ela com um com pouco cuidado com Nicholas, e Nicholas demonstra o mesmo com Victoria. Nenhum deles sabem que um compartilha a alma do outro. Ela também expressa grande pesar

“ Tears my heart into two”

“ Rasga meu coração em dois”

Isso continua com a próxima frase da música:

“I’m not the one the Sleeper thought he knew”

“ Não sou quem o Adormecido pensou que ele soubesse “

Isso demonstra que o sentimento dela é de que Julian(Sleeper/Adormecido) nunca soube do relacionamento de Victoria com seu irmão Ed(Miracle/Milagre), o que veremos mais tarde. Julian pensa que ele estava indo conhecer o amor de sua vida e recomeçar tudo de novo, mas, bom isso veremos mais tarde. E esse é o lamento no ponto da história. Julian nunca viu isso chegar, e ela se sente responsável.

Agora Nick está for a de sua terapia e de volta à vida real. Mesmo estando acordado, os pensamentos e eventos de sua outra vida estão começando a tomar cada segundo de seu dia, e isso é o começo de sua obsessão em resolver toda essa bagunça. Ele desesperadamente quer saber porque isso está acontecendo e ele iria atravessar para esse outro mundo se ele soubesse como. Nada no dia atual interessa à ele, apenas aprender mais sobre sua nova obsessão. Aqui está a primeira indicação de que ele, talvez, tem vivido atualmente no mundo de seus sonhos. Ele sabe que a terra dos sonhos guarda a chave para sua paz, e ele não irá sossegar até abrir a porta.

Through My Words

Em “Through My Words” ( Através de Minhas Palavras), Nick descobre completamente a ligação entre ele e Vicotria. Agora ele sabe porque ele se sente tão atraído por ela e o mundo dela também por compartilharem a mesma alma.

Fatal Tragedy
(Tragédia Fatal) começa com Nicholas sozinho na noite. Eu o imagino deitado em sua cama refletindo sobre tudo o que aprendeu recentemente. Ele sabe quem é Victoria , mas não porque ela está tão triste ou como ele se envolve nisso. Depois eu o veria caindo no escuro com a próxima cena, começando com ele na manhã seguinte, deixando sua casa. Ele visita um velho homem em uma casa. Segundo a história ele está sozinho. Que casa é, e quem o velho homem é, são coisas que nunca foram claramente resolvidas através da história. Há muitas possibilidades, mas nenhuma concreta, e acho que isso não importa muito no decorrer da história. A importância do ancião é que ele revela a Nicholas o que ele sabe sobre o assassinato que aconteceu nessa casa tempos atrás. Ele revela que uma jovem garota foi assassinada. Nick senta e escuta para a velha história do ancião e descobre que isso continua um mistério até hoje. Parece à mim que o velho sabe muito mais do que contou, sobre a história e sobre Nick. Isso me leva a pensar que ele é alguém importante, mas não há nenhuma evidencia conclusiva de quem.


A repetição de “ Sem …etc “ tem de haver significado. Meu pensamento é que elass são duas exposiçoes separadas.

“ Without Love and Truth, there can be no turning back”

“Sem amor e verdade, não há de haver volta “

Isso revela a Nick que até ele não souber o que aconteceu com Victoria, não poderá viver sua vida atual. Ele está preso em sua obsessão e não pode voltar.

“ Without Faith and Hope, there can be no peace of mind”

“Sem fé e esperança, não há de haver paz mental”


Fim de Fatal Tragedy e Início de

Beyond This Life

Encorajando Nick à ser forte e ter fé que ele achará a verdade, porque sem ela, nunca poderá descansar. Essa música acaba com o Hipnoterapeuta falando. Eu imagino Nick de volta ao escritório do Hypno, ou qualquer lugar que ele esteja, e ele explicou ao Hypno o que transcorreu desde a ultima sessão. Então Hypno começa a próxima sessão levando Nick de volta ao ponto do assassinato de Victoria. E dele mesmo.

Beyond This Life(Além dessa vida). Aqui aprendemos com o jornal o que aconteceu em 1928. A história conta que uma testemunha, Edward Baynes( Milagre/Miracle) ouviu um som aterrorizante e acabou chegando cena que venho o som. Ele descobre uma mulher morta que foi atingida por uma bala, e o atirador de pé na frente dela. A testemunha tenta ajudar e o atirador comete suicidio e cai em cima da mulher morta. O jornal diz:

‘ A sad close to a broken love affair’

‘ Um triste fim para um amor quebrado ‘

Isso indica que a vitima e o assassino são identificados como se já foram ou se ainda fossem amantes. A repetição de:

‘Our deeds have traveled far, what we have been is what do we are’

‘ Nossa açoes viajaram longe, o que temos sido é o que somos’

Não acredito que isso seja parte do jornal. Mesmo que seja mostrado no encarte do CD, eu não vejo como isso seria parte de uma matéria de jornal.

O jornal continua explicando que Victoria e Julian recentemente terminaram e por do estilo de vida de Julian. Há muitas possibilidades considerando em que tipo de mal ele caiu. Drogas parece ser a mais provável, mas os fatos são irrelevantes. Isso também indicou que ela voltaria com ele se ele mudasse o estilo de vida dele. E a pergunta de um milhão de dólares.

‘ Was their fatal meeting prearranged’?

‘ Foi o fatal encontro deles prearranjado?’


Tudo que foi exposto em ‘Fatal Tragedy’ é para ser levado em conta como a material do jornal. A questão do assassinato ser prearranjado é provavelmente uma discussão de que, se isso foi um assassinato pré-meditado ou apenas um argumento que se ajuntou a tragédia. Explicarei sobre isso mais tarde.

Agora lemos na matéria de evidências física na cena. Há uma evidencia de uma luta violenta e um canivete é encontrado. O canivete causa alguma confusão, porque a vitima é uma jovem garota e você não espera que uma jovem garota, em 1928, carregue consigo um canivete, a menos que ela antecipou o fato de que ela terá que se defender.

‘Was the victim unaware?’

‘Estava a vitima desprotegida?’



Também é encontrado um bilhete no bolso do assassino. É especulado que é uma carta suicida, mas não um “suicídio, depois que eu matar você”. Está claro que Julian se mataria antes de viver sem Victoria, mas não interessa nada à Victoria. O bilhete:

“ This feeling, inside me. Finally found my love, I’m finally free. No longer torn in two, I’d take my own life before losing you”

“Esse sentimento dentro de mim, finalmente achei meu amor, estou finalmente livre. Não mais rasgado em dois, eu me mataria antes de perder você”

Mencionei pouco acima que explicaria sobre a questão de premeditado. O que eu observei é que a nota ainda estava no bolso do assassino. Desde que a note fosse à Victoria, “ than live with losing you”(do que viver perdendo você) , ele talvez tinha a intenção de dar à ela. Acho que o jornal queria que nós acreditássemos nisso:

Julian encontra Victoria para lhe dizer adeus e lhe dar o bilhete. Ele descobre que isso seria muito mais difícil do que ele imaginou e isso se torna um argumento que leva a uma briga física. Victoria tira o canivete que carregam para alguma situação, e Julian saca a arma, a qual ele apenas carregava para se matar depois de entregar o bilhete à Victoria. Julian atira nela e depois em si próprio.

Isso tudo acontece antes mesmo de ele entregar o bilhete que ele escreveu! Mantenha em sua mente, isso é o que o jornal quer que o leitor, e até mesmo Nicholas em seu transe hipnótico, acreditem.

No final, há uma repetição do final da música.

“All that we learn this time, Is carried beyond this life”

“Tudo o que aprendemos agora, é levado além dessa vida”

Essas linhas aprofundam a crença de Nick que ele e Victoria compartilham a mesma alma. Elas também indicam, de que não apenas as almas reencarnam, mas como também levam os mesmos traços de personalidade com eles. ‘ What we have been is what do we are’(O que temos sido é o que somos). Simplesmente diz, pessoas avarentas reencarnam em pessoas avarenta, pessoas boas reencarnam em pessoas boas. E suas ações lhe seguiram pela eternidade. Então se você incomoda nessa vida, o sentimento ou a paranoia ou que você sente, transcenderá em qualquer futuro que você tiver.

Home

”Home”(Lar) Está cheia de informações para nós. Nick não interessada no que aprendemos nessa músic. Escutamos Julian falando de sua obsessão decadente e como ele apenas está vivendo um personagem. Ultimamente, como vimos antes, Victoria o deixou por causa de seus vícios, quaisquer que sejam eles. Depois escutamos Ed( Eu o imagino como um psicótico maníaco que fala sozinho consigo mesmo, esfregando suas mãos e sempre perto da boca). Ele dá seu ombro para Victoria chorar depois dela ter terminao com Julian. Ele acaba percebendo que está apaixonado por Victoria, e primeiramente ele sente sentimento de remorse de decepcionar seu próprio sangue, no caso seu irmão, Julian. Mas a obsessão de Ed se tornar mais forte que seu sentimento e ele a seduz, enquanto ela está naquele estado vulnerável. No final escutamos Nick, de volta ao presente, e acordado. Ele apenas sabe o que o velho homem lhe disse e o que o jornal reportou na sua ultima sessão de terapia. Ele sabe que deve haver muitos pontos escurecidos nessa história e ele está obcecado em resolver esse mistério. Ele espera pela regressão, não pode mais esperar pela próxima terapia, então ele poderá voltar à 1928 e resolver todo esse mistério.

One Last Time

”One Last Time”(Uma Última Vez) começam com Nick pensando sobre tudo isso em sua cabeça. Ele não está convencido, pelas evidências dadas, de que o jornal tinha razão. Ele também parece ter ouvido alguns rumores. Acho que haviam rumores sobre o romance de Ed e Victoria.

“Did Victoria wound Ed’s soul and bid him farewell?”

“Teria Victoria ferido a alma de Ed e dito Adeus?”

Depois vemos Victoria, de novo no passado, dizendo:

“One last time, we’ll lay down today”

“Uma Ultima Vez, nós deitaremos hoje”

Acho que Nick escuta isso como se Victoria estive dizendo adeus a Ed, o que seria o último encontro deles. Nick visita a casa de Ed, onde ele e Victoria tiveram seu relacionamento. A casa parece guardar muitos indícios e ele sente que ele está finalmente mostrando alguns confirmações do que ele esteve pensando. Enquanto ele está acordado, ele entra no quarto, ele experimenta algum tipo de revelação, mesmo quando ele quase é jogado fora de consciência, o frio retornar, enquanto ele caiu em seus sonhos, e de repente ele está fora da casa e escuta uma mulher gritar e um homem implorando perdão. Nesse ponto, Nick suspeita que Ed e Victoria haviam tido um romance. Isso é a suspeita na qual a casa guardava tantos indícios. No estado atual de consciência, ele está vendo memória de Victoria do encontro fatal, mas ele não consegue informações suficientes e a cena desaparece.

The Spirit Carries On e Incio de Finally Free

Em ‘The Spirit Carries On”(O Espírito Transcede). Nick está de volta, e pela última vez, sobre hipnose e acreditando na ideia de que sua alma transcederá, e que ele não precisa temer a morte. Ele acredita que Ed esteve envolvido no assassinato. Ele percebe que nunca convencerá ninguém disso, mas ele tem de tentar de qualquer forma. Ele planeja expor a verdade por trás dum crime que ocorreu 70 anos atrás. Victoria reaparece, no presente, e diz que Nick precisa continuar, que ela revelou a verdade para ele, mas ele nunca deve esquecer dela. Nesse ponto Nick se aprofunda na paz que sente enquanto ele havia apaziguado o inquietamento de Victoria e sua própria obsessão. Nick agora sente que a razão de tud0o isso acontecer, a mensagem final, é de que a morte não é o fim, mas apenas uma transição, como o Hypno havia dito.

Finally Free
(Finalmente Livre). Eu acredito que apenas é para nossa informação. Nick sabe de tudo que é revelado na música, porque o Hypno o traz de sua ultima sessão hipnótica e escutamos ele entrar em seu carro e ir embora. O que sabemos é que Victoria e Julian se encontram por acaso e combinam se encontrar secretamente mais tarde para conversarem melhor. Ela está obviamente excitada porque Julian é quem ela sempre amou, ela terminaria com Ed. Ela não está mais rasgada entre Ed e JuLian, o último no qual ela deveria estar com. Mas ela sabe que Julian iria matar Ed se soubesse seu relacionamento com ele.

Então eles se encontram, pensando que ninguém sabe. Então Ed aparece, começa a brigar com Julian que derruba uma garrafa de licor do bolso de sua jaqueta e tira a faca(canivete). Ed então atira em Julian, Victoria grita, Ed diz “ Open your eyes Victoria”( Abra seus Olhos Victoria), e também atira em Victoria. Julian rasteja até ela, fica em cima dela e proclama suas últimas palavras:

“One last we’ll lay down today, one last time, until we fade it away”

“Uma ultima vez nos deitaremos hoje, uma ultima vez, até desaparecermos”

Agora, o inicio da música, Ed atirou em ambos e está em pé dizendo, que isso lhe ensinaria a ela quebrar o coração dele, muito indignado, como se eles recebessem o que o mereceram. Ele põe a carta no bolso de Julian e vai em busca de ajuda e se disfarça como a testemunha do jornal.

Agora de volta a Nicholas. Ele está dirigindo até sua casa e pensando como ele estava livre da perseguição que o atormentou. Ele também aprendeu sobre a vida, que ela transcenderá depois da morte, através da inquietação de Victoria. A ultima linha “ We’ll meet again my friend someday soon” ( Nós nos encontraremos algum dia de novo, minha amiga) Deve ser Nick falando à Victoria, de qualquer forma, é uma das coisas que eu realmente não consigo explicar., Não sei o porque dele dizer isso, mas acho que não faz muito sentido e impacto a história, a menos que, isso se relate com o final.

O final. Nick chega em casa e vai para dentro e começa a relaxar. Outro carro se aproxima, o Hypno entra no quarto e diz “Open your eyes Nicholas”(Abra seus olhos Nicholas), o fonógrafo começa a funcionar enquanto Nick é surpreendido pelo hipnoterapeuta. Estática. Tudo desaparece. O Hypno, que é Ed encarnado, matou Nicholas.







LINK DO DOWNLOAD DA OBRA:



nao achei o download free...


abraço!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

CAMELO X LEÃO / VELHO X NOVO / CERTO X IMPREVISÍVEL








Yo amigos!

Bom sem mais palavras, hoje vou postar um trabalho que fiz na matéria Hermêutica Filosófica I.

Espero que entendam. Se por acaso não entenderem ficarei feliz quando me perguntarem sobre.

Fala mais ou menos sobre Deleuze, mas principalmente sobre Nietzsche.

A "dinamite" ou o divisor de águas da filosofia.

Espero que gostem.

SuperRafa!





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Análise do texto: Nietzsche e o Riso: Por uma Gaya Scienza, de Alexandre Ferreira de Mendonça.



O texto em questão trata, a princípio, sob o movimento deleuzeano de lidar com a filosofia, cujo caráter, se pensado sob ótica da “filosofia tradicional”, ou melhor, do pensamento metafísico-moral, é asqueroso. Segundo o próprio:


Quanto a mim, “fiz”, por muito tempo história da filosofia. (...) Mas minha principal maneira de me safar nessa época foi concebendo a história da filosofia como uma espécie de enrabada, ou, o que dá no mesmo, de imaculada concepção.


DELEUZE, 1992, p. 14.


Contudo esse caráter ousado, único até então de filosofar, toda essa verve, se deve ao fato de antes ter existido o filósofo Friedrich Nietzsche (“dinamite” como este se auto-intitula). Este, também segundo Deleuze, não é enrabado, mas enraba:


Nietzsche, que li tarde, foi quem me tirou de tudo isso. Pois é impossível submetê-lo ao mesmo tratamento. Filhos pelas costas é ele quem faz. Ele dá um gosto perverso (que nem Marx, nem Freud, jamais deram a ninguém): o gosto para cada um de dizer coisas simples em nome próprio, de falar por afectos, intensidades, experimentações.


DELEUZE, 1992, p. 15.


Foi Nietzsche que enrabou antes. Foi ele que se apercebeu o quão triste, quão negador, previsível e definidor de verdades é o sentido do ser dos “doutores da finalidade da existência” (camelos ou últimos homens na linguagem nietzscheana).

Nietzsche constata essa vontade de verdade que delineia a história desde o pensamento socrático-platônico e se estende, tentacularmente, as mais variadas áreas de atuação do homem sobre o mundo.

Ele então vê que a vida dos grandes pensadores, atados a esta corrente, vivem uma existência em favor do que é correto (estabelecido moralmente), veraz, evidente, enfim, fundamentado em certitudes racionais – como se todas as possibilidades que se desenrolam no mundo fossem de ordem unicamente racional.

O riso, a arte, a dança, o trágico, a surpresa, enfim toda a inconveniência do imprevisível, tudo o que não é apreensível por essa razão dominadora, todas essas possibilidades foram negadas por essa (não seria “maldita”?) tradição em favor do que fosse supostamente verdadeiro, sério, enfim, definitivo. Tolhe-se uma infinidade de possibilidades na escolha de apenas algumas poucas, morais, costumeiras.

Com a circularidade do conceito de eterno retorno eclode uma nova possibilidade renegada por tantas eras racionais: um viver com intensidade – somente realizado quando se aceita, abençoa a boa-nova trazida pelo demônio (como conta Nietzsche: Se viesse a noite um demônio e te dissesse: Que todos os seus momentos, hão de se repetir eternamente, incontavelmente, o que farias?)



A História do Boneco de Sal... Crônica... Finalmente 1 Post!



Saudações a todos!

Bom seria que entrassem, discutissem, xingassem ou acusassem, mas penso eu que um blog, para ser blog, não deve ser um amonotado de palavras, sem intuito algum, mas deve ser algo pensado, deliberado, cuidadoso...

Sei que o meu cuidado muitas vezes se faz na desmesura, essa linha tênue entre o real e o além, entre o comum e o ousado, entre a tradição e o novo e, por que não dizer em linguagem nietzscheana, entre o Camelo e o Leão?
Contudo ainda assim é deliberado, por mais insano e incabível que pareça.

A seguir ma historinha, parece boba, contudo mostra não só nossos limites cognoscitivos, bem como em última análise, escatológicos.



Leiam, se admirem, se deliciem com ais palavras que são "como vento sulista numa figueira com figos maduros". NIETZSCHE.




Nos últimos tempos temos dedicado nossas reflexões quase que exclusivamente às questões ambientais e aos desafios que as mudanças climáticas implicam para o futuro de nossa civilização, para a produção e o consumo.
Nem por isso devemos descurar os problemas cotidianos, a construção continuida de nossa identidade e a moldagem de nosso sentido de ser. É uma tarefa nunca terminada. Entre muitas, duas provocações estão sempre presentes e temos que dar conta delas: a aceitação dos próprios limites e a capacidade de desapegar-se.
Todos vivemos dentro de um arranjo existencial que, por sua própria natureza, é limitado em possibilidades e nos impõe barreiras de toda ordem, de lugar, de profissão, de inteligência, de saúde, de economia, de tempo. Há sempre um descompasso entre o desejo e sua realização. E às vezes nos sentimos impotentes face a dados que não podemos mudar como a presença de um esquisofrênico com seus altos e baixos ou um doente terminal. Temos que nos resignar face a esta limitação intransferível. Nem por isso precisamos viver tristes ou impedidos de crescer. Há que ser criativamente resignados. A invés de crescer para fora, podemos crescer para dentro na medida em que criamos um centro onde as coisas se unificam e descobrimos como de tudo podemos aprender. Bem dizia a sabedoria oriental:“se alguém sente profundamente o outro, este o perceberá mesmo que esteja a milhares de quilômetros de distância“. Se te modificares em teu centro, nascerá em ti uma fonte de luz que irradiará para os outros.
A outra tarefa da autorealização é a capacidade de desapegar-se. O zenbudismo coloca como teste de maturidade pessoal e liberdade interior a capacidade de desapegar-se e de despedir-se. Se observamos bem, o desapego pertence à lógica da vida: despedimo-nos do ventre materno, em seguida, da meninice,da juventude, da escola, da casa paterna, de parentes e da pessoa amada. Na idade adulta despedimo-nos de trabalhos, de profissões, do vigor do corpo e da lucidez da mente que irrefragavelmente vão se desgastando até despedirmo-nos da própria vida.
Nestas despedidas deixamos um pouco de nós mesmos para trás.
Qual é o sentido deste lento despedir-se do mundo? Mera fatalidade irreformável da lei universal da entropia? Essa dimensão é irrecusável. Mas será que ela não guarda um sentido existencial, a ser buscado pelo espírito? Se, fenomenologicamente, somos um projeto infinito e um vazio abissal que clama por plenitude, será que esse desapegar-se não significa criar as condições para que um Maior nos venha preencher? Não seria o Supremo Ser, feito de amor e bondade, que nos vai tirando tudo para que possamos ganhar tudo, no além vida, quando nossa busca finalmente descansará?
Ao perder, ganhamos e ao esvaziarmo-nos ficamos plenos. Dizem por aí que esta foi a trajetória de Jesus, de Buda, de Francisco de Assis, de Gandhi, de Madre Teresa e de outros.
Talvez um estória dos mestres espirituais antigos nos esclareça o sentido da perda que produz um ganho. “Era uma vez um boneco de sal. Após peregrinar por terras áridas chegou a descobrir o mar que nunca vira antes e por isso não conseguia comprendê-lo. Perguntou o boneco de sal:” Quem és tu? E o mar respondeu: “eu sou o mar”. Tornou o boneco de sal: “Mas que é o mar?” E o mar respondeu:” Sou eu”. “Não entendo”, disse o boneco de sal. “Mas gostaria muito de compreender-te; como faço”? O mar simplesmente respondeu: “toca-me”. Então o boneco de sal, timidamente, tocou o mar com a ponta dos dedos do pé. Percebeu que aquilo começou a ser compreensível. Mas logo se deu conta de que haviam desaparecido as pontas dos pés. “Ó mar, veja o que fizeste comigo“? E o mar respondeu:“Tu deste alguma coisa de ti e eu te dei compreensão; tens que te dares todo para me compreender todo“. E o boneco de sal começou a entrar lentamente mar adentro, devagar e solene, como quem vai fazer a coisa mais importante de sua vida. E na medida que ia entrando, ia também se diluindo e compreendendo cada vez mais o mar. E o boneco continuava perguntando: “que é o mar”. Até que uma onda o cobriu totalmente. Pode ainda dizer, no último momento, antes de diluir-se no mar: “Sou eu”.

                 Leonardo Boff é autor de Tempo e Transcendência, 2009 (Vozes)


Fonte: http://centrozenfortaleza.wordpress.com/2010/05/10/a-historia-do-boneco-de-sal/

quarta-feira, 2 de junho de 2010

HOUSE M.D. TEM ALEXITIMIA...SABIA? PSICOPATIA (LEVE X AGUDA) & SOCIOPATIA... INTERESTING...


Saudações a todos cujo saco ainda não se inflou ao ler tal mal-traçadas linhas.




Minha meta de escrever 5 posts por semana tem falhado, como podem ver ficaram faltando 2 posts (segunda e terça-feira, isso sem contar o de hoje).



Se possível tentarei manter esta meta de pé e, quando não forem possíveis as postagens, tentarei postar postumamente a fim de cumprir a meta desejada.



Sem mais delongas, é melhor irmos " ...às coisas mesmas" (HUSSERL, Edmund).



Hoje quero abordar uma das poucas coisas que ainda acho graça na TV.







HOUSE M. D. ou Dr. House.



Personagem no mínimo intrigante, Dr. Gregory House, um médico cuja personalidade é no mínimo única e diversa. Inspirado em Holmes, ele é um médico especializado em "diagnose". É nesse movimento de diagnosticar os pacientes que ele age como um detetive das doenças e males físicos. Mas diferentemente da figura que temos do médico (humano, engajado) ele é frio, prefere ao invés de entrar em contato com pacientes, se divertir vendo novelas (toscas), ou tocar piano ou guitarra e até mesmo apostar com outros médicos sobre o quão demorado será o processo de cura.



O que vou contar a vocês é uma nova. NOVA MESMO! Sobre o Dr. House!



Tcharâ!




House possui um disturbio denominado "alexitimia":







A Alexitimia (ou Aleximia), é um transtorno mental ou psicológico caracterizado pela dificuldade de expressar e identificar as próprias emoções. Trata-se de uma disfuncao entre o sistema Limbico e o Neo Cortex.

A palavra provém do grego, onde A indica ausência, lexis é palavra e timia, emoção.

Um dos principais sintomas é a confusão entre sensações e sentimentos, e grande dificuldade em expressar os sentimentos através de palavras. O alexitímico costuma relacionar suas sensações físicas aos seus sentimentos. Por exemplo, após sofrer um duro golpe emocional, o alexitímico irá reclamar de dor de cabeça ou fadiga, mas não saberá relatar de forma clara o que realmente sentiu.

Atualmente, o método mais utilizado para diagnosticar e qualificar a alexitimia é a Escala de Alexitimia de Toronto (Toronto Alexithymia Scale ou TAS-20).



Referências

Answer. Alexithymia: Definition from Answer.[1]

Peter Sifneos. Psychothérapie brève et crise émotionnelle.[2]

KRAKAUER, Maria G. de Camargo C. Ribeiro. Hipertensos: características de personalidade, ansiedade e alexitimia relacionados aos motivos da não aderência ao tratamento. Colaborador Bellkiss Wilma Romano. 2004.[3]

http://pt.wikipedia.org/wiki/House,_M.D.











Interessante né?



Então não dê uma de House sem ser alexitimico, a não ser que seja "psicopata" que é um pouco pior:



História

As obras francesas do século XX, o termo psicopata passou a ser utilizado como sinónimo de psicótico. Alguns estudos psicológicos mais recentes apontam para a controversia; segundo alguns autores, os indivíduos psicopatas são perversos, mesmo que os indícios nosológicos tenham tendência a mostrar que os chamados psicopatas possa ser personalidades psicóticas de tipo limítrofe (entre a neurose e a psicose).



Graus de psicopatia



O psicopata é facilmente identificado como aquele indivíduo exemplar, muito bem educado e gentil, muitas vezes sociáveis e simpáticos. Geralmente, eles têm fama de muito bem comportados, os que causam menos confusões em lugares como escolas e ambiente de trabalho - não raro, recebem elogios diversos de professores, chefes, funcionários etc. Em suma, são tidos como aqueles indivíduos que a maioria das pessoas nunca imaginaria nenhuma atrocidade vinda desse ser. Quando cometem algum tipo de maldade ou crime, frequentemente as pessoas ao seu redor ficam surpresas e têm dificuldade em acreditar nesses relatos. Entretanto, em contraste com tais características, um ponto muito comum entre todos os psicopatas é o ambiente intrafamiliar marcado por diversos e extensos conflitos; todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado, permeado por constantes discussões e brigas.



Psicopata comunitário ou de grau leve



A maioria dos psicopatas corresponde àqueles de grau leve, por isso, geralmente não satisfazem totalmente todos os critérios do DSM do transtorno de personalidade antissocial. Eles são os psicopatas mais comuns, tendem a exibir poucos critérios e são aqueles que dificilmente matam; entretanto, são os mais difíceis de serem diagnosticados porque tendem a se passar despercebidos no ambiente social, caracterizando o "psicopata comunitário". Geralmente, possuem inteligência média ou até mesmo maior que a média, mas são frios, racionais, mentirosos, não se importam com os sentimentos alheios e são os psicopatas ditos dissimulados: escondem tais características de forma que pouquíssimas pessoas consigam perceber, são muito manipuladores. Muitas vezes estão ao lado de todos e ninguém consegue perceber isto. Eles podem ser desde um falso colega oportunista que vive se fazendo de vítima, até trapaceiros, parasitas sociais, políticos, empresários e religiosos. Esse psicopata raramente vai para a cadeia, mas quando esses indivíduos - por algum motivo ilícito - vão para a prisão, são tidos como presos "exemplares" pelo seu bom comportamento: são muito bem vistos, comportados, não arranjam confusões e dissimulam uma aparência de inocentes coitadinhos, a ponto que outros presos e seguranças não consigam acreditar que aquela pessoa tão calma pôde cometer alguma atrocidade. Exatamente por isso, são os que mais facilmente conseguem enganar a todos, fazendo com que diminuam o tempo de pena na cadeia. Do ponto de vista infantil, esses indivíduos podem ou não ter traumas significantes que possam ter sido considerados agravantes do transtorno mas, de forma geral, tiveram uma educação aparentemente normal. Comumente foram crianças com grande charme superficial, encantavam facilmente adultos pela sua aparência de docilidade, entretanto, já apresentavam traços de frieza, insensibilidade, e intolerância à frustração - que podem ser evidentes em condutas como maltratar coleguinhas, animais, mentir etc.




Psicopata antissocial ou de grau moderado a grave


Já o psicopata de grau moderado a grave corresponde àqueles que satisfazem quase ou todos os critérios do DSM do transtorno de personalidade antissocial e são os psicopatas deliberamente antissociais. Esses psicopatas têm uma alta tendência a se enquadrarem por exemplo, na categoria serial killers. A maioria apresenta as mesmas características do psicopata comunitário, entretanto apresentam condutas que os colocam contra à sociedade em geral fazendo com que sejam mais facilmente inseridos no meio carcerário. São menos frequentes, entretanto, uma vez que satisfazem quase ou todos os critérios para a personalidade antissocial, eles são aqueles que estão mais facilmente vulneráveis a delitos graves e chocantes. Eles geralmente são agressivos, impulsivos, frios, sádicos, mentirosos, não possuem empatia e são mais facilmente associados a psicopatas autores de grandes golpes ou assassinos e serial killers, entretanto, escondem tais características de forma que socialmente são vistos como pessoas normalíssimas, cujos verdadeiros instintos ninguém é capaz de desconfiar. Os de grau moderado geralmente estão mais infiltrados no meio das drogas, álcool, jogo compulsivo, direção imprudente, vadiagem e promiscuidade e vandalismo, além de grandes golpes e graves estelionatos. Os que apresentam um grau muito grave, frequentemente são assassinos sádicos, ou seja, obtêm prazer (principalmente sexual) ao ver o sofrimento de outra pessoa e são indivíduos excessivamente problemáticos, do ponto de vista emocional. Em contraste a essas características, de modo semelhante ao psicopata comunitário, podem apresentar-se como uma pessoa normal perante os outros e a sociedade, contudo, escondem uma personalidade muito mais sombria - esta ocasionalmente visível para familiares, por exemplo, onde o ambiente é marcado por discussões frequentes. Totalmente frios, sem remorso e ausentes de sentimentos carinhosos para com outros seres humanos, esses indivíduos não conseguem conter por muito tempo seus impulsos sádicos - embora saibam perfeitamente que seu comportamento é inapto e totalmente repudiado pela sociedade. É comum nessas pessoas, um histórico de doenças neuropsiquiátricas como depressão, déficit de atenção, transtornos de ansiedade ou outros distúrbios de personalidade, além de um persistente sentimento de vazio existencial e tédio, o que os faz buscarem constantes estímulos - inconstantes, enjoam de tudo facilmente, por isso sempre procuram algo novo e diferente para fazerem; mas possuem dificuldade em terminar o que começam. Na infância, esses indivíduos geralmente sofreram algum tipo de trauma significante o que pode ser considerado agravante da psicopatia. Normalmente foram crianças mais reservadas ou introvertidas, mas que, por vezes, apresentavam traços de transtorno de conduta.




Sintomas



Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São indivíduos megalomaníacos (se acham superior às outras pessoas), imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricos. São charmosos e manipuladores e podem dizer isso com o maior orgulho. Essa característica narcisista é muito mais acentuada do que os próprios portadores do transtorno de personalidade narcisista. Embora estes últimos com frequência demonstrem, de primeira, a todos o seu narcisismo, os psicopatas, a princípio nunca demonstra; entretanto, suas atitudes são típicas de alguém cujo "amor-próprio" é elevado. Podem ser excessivamente opiniáticos, auto-suficientes ou vaidosos. Por isso, a principal característica de quem carrega o distúrbio consigo é ter os seus próprios interesses sempre em primeiro lugar, o tempo todo. Como são muito individualistas, essas pessoas precisam se sentir estimuladas todo o tempo, e não se importam com as pessoas que estão ao redor. Por isso são exagerados: comem demais, praticam sexo demais, dormem demais, folgam demais, não tem responsabilidade e quando trabalham, é só para conseguir dinheiro e poder.Mesmo assim, enjoam facilmente e tendem a abandonar o emprego por puro tédio e monotonia. São indivíduos incapazes de se integrar a qualquer grupo, devido ao seu egoísmo absoluto e a não aceitarem qualquer tipo de regras. Só o que eles querem é o que interessa. É só ele, o outro só serve para o uso dele. Aparentemente eles apresentam transtornos como impulsividade, teimosia e dificuldades em seguir regras, o que os torna rebeldes por natureza. É bom que se diga que a psicopatia não é uma doença mental, é um estado da mente de alguns indivíduos que nascem assim e assim morrerão. Não existe nenhum tratamento eficaz, nem psiquiátrico nem medicamentoso para tratar da psicopatia.







Embora a psicopatia seja popularmente associada a pessoas violentas, com aparência insana - ou seja, facilmente identificáveis -, tal associação é comumente errônea, porque diferente do que as pessoas acreditam; psicopatas, em sua maioria, não são assassinos. Assim como nem todos os assassinos são psicopatas. Pelo contrário, existe na população mundial cerca de 4% (3% homens; 1% mulheres) de pessoas com esse distúrbio, entretanto, apenas 1% dessas podem chegar a cometer assassinatos e delitos graves. Sendo assim, são muito difíceis de serem diagnosticados e reconhecidos, pois são pessoas muito dissimuladas, com comportamento duplo (por ex, socialmente são vistos como "anjos" comportados, quando na realidade escondem um comportamento contrário: são verdadeiros "demônios").







Quase em todos os casos os criminosos seriais têm trabalhos efetivos e se comportam neles de forma responsável, podem ser pontuais e cumpridores, obtendo dos chefes o reconhecimento e boas referências. Alguns trabalham por conta própria, outros têm um bom passado familiar e se dedicam a tarefas recreativas, hobbys, colecionam objetos artísticos, possuem refinados gostos culturais ou realizam ações de beneficência na comunidade, em atitude paradoxal com suas tendências delituosas.


Psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência sedutora ou de amabilidade e cortesia. Mesmo aparentando um comportamento dócil e intenções de proteger certas pessoas, por trás disso, tal dissimulação esconde uma pessoa fria, calculista e falsa, caracterizando um indivíduo excessivamente manipulador. São cínicos e, como não conseguem amar, não conseguem manter um relacionamento leal e duradouro, sobretudo por sua incapacidade de tolerar rotina e monotonia. Eles dificilmente se apegam a alguém, detestam relacionamentos íntimos e, quando os têm, não duram por muito tempo, ou facilmente traem a fidelidade do parceiro, uma vez que não sentem empatia nem culpa.


A psicopatia é um transtorno mental sério que tem vários níveis de severidade. Estes níveis compreendem desde o grau leve, moderado e grave. A mulheres ditas psicopatas têm tendência a terem um grau leve e moderado, raramente são inclusas no grau grave. Este último é mais frequente nos homens.


Uma característica muito comum em indivíduos com o transtorno é a intolerância a frustrações - este talvez o único motivo que os façam chorar de verdade -, o que frequentemente os faz adotarem comportamentos e ações extremas para conseguirem o que querem. Como são pessoas com total ausência de emoções importantes, eles necessitam sempre de estímulos. Não admitem ser contrariados, nem receberem um não de algo que eles realmente querem.. Eles "precisam" conseguir o que querem. Isso faz com que eles geralmente não desistam enquanto não conseguem algum objetivo que exclua o tédio de suas vidas; assim adotam atitudes extremas e/ou infantis: não importa o meio, o que realmente importa é o fim ("Os fins justificam os meios"). É por isso que, muitas vezes, comportamentos de assassinos seriais são totalmente vistos como sem lógica aos olhos de pessoas "comuns". Essa relutância em aceitar frustrações e a ideia insuportável de não conseguir o que querem, frequentemente os faz autores de ações muito exageradas que uma pessoa normal comumente nem se quer pensaria nessa hipótese criminosa, tais como furtos, sequestros e, no extremo, assassinatos. É o caso do serial killer que, por exemplo, após ser rejeitado por uma mulher, simplesmente passa a persegui-la até conseguir torturá-la e matá-la. Ou, ainda, o exemplo do assassino serial que após término de um relacionamento, passa a sequestrar e assassinar todas as mulheres com as mesmas características físicas da sua ex-namorada. Na realidade, são pessoas excessivamente rancorosas e vingativas. Provavelmente odeiam a sociedade porque um dia foram odiados por ela - ou ao menos imaginaram ser. Esses comportamentos, aos olhos de outras pessoas, são notavelvemente sem lógica e motivo, entretanto, para o psicopata, nada o impede de passar por cima de outras pessoas para conseguirem o que querem. A frieza excessiva aliada ao sadismo, por vezes, os fazem cometerem tais crimes hediondos, muitas vezes por pitadas de rancor e vingança, o que os traz literalmente grande diversão. Eles nunca hesitarão em derrubar, trapaçear e até mesmo matar outras pessoas, para conseguirem algo com isso (muitas vezes por puro prazer). O que para um indivíduo saudável isso é totalmente inadimissível; para um psicopata, o que, de fato, importa é o seu objetivo, e não o meio que ele irá usar para conseguir isto.



Psicopatas são pessoas que vivem a oscilar entre um comportamento dominador e ao mesmo tempo um comportamento onde eles são as pobres vítimas. São excessivamente manipuladores e controladores. O lema de um psicopata é sempre "controlar para não ser controlado". Indivíduos assim, não se importam com os sentimentos alheios sendo que suas ações insensíveis geralmente são destinadas para o proveito próprio (como a riqueza material) ou até mesmo por pura diversão de ver os outros sofrerem.



Os psicopatas que aplicam golpes a fim de obterem algum ganho material com isto, geralmente são psicopatas de grau leve a moderado, considerados psicopatas comunitários. Enquanto isso, aqueles que cometem alguma crueldade sem nenhum motivo lógico ou por puro prazer de ver o sofrimento alheio, são tidos como os psicopatas de grau mais grave e, geralmente, são naturalmente sádicos - totalmente insensíveis, se divertem com o sofrimento alheio.



Esses indivíduos, dependendo do grau da psicopatia, deixam marcas por onde passam, desde marcas sentimentais a marcas financeiras. Eles são literalmente antissociais, parecem odiar tudo e todos, são hostis à sociedade, demonstrando uma conduta que lhe traz conflitos frequentes com o meio em que vive. Podem ser contrários às regras, rebeldes, agressivos e apresentam um comportamento em que suas ações são destinadas a irritar às pessoas em sua volta, por isso são frequentemente irritantes e pouco toleráveis. Psicopatas não são capazes de manterem um vínculo afetivo por muito tempo e muito menos se apegar emocionalmente a alguém. São pessoas egoístas, insensíveis, frias e que buscam apenas prazeres imediatos, embora possam fingir o contrário quando acham necessário. Eles podem sentir frustração, rancor, ódio, inveja e outra qualquer emoção negativa, entretanto, não têm sentimentos considerados positivos (ternura, carinho, consideração, altruísmo etc.), não ao menos com as outras pessoas. Não amam da mesma forma que as outras pessoas; na realidade, o que predomina no sociopata é um grande sentimento de posse - este frequentemente exibido.



Psicopatas são indivíduos inteligentes, facilmente se disfarçam de ingênuos, santos ou inocentes para conseguirem o que querem. Essas pessoas têm uma grande habilidade em adquirir simpatia e carisma das pessoas por quais se interessam e, por isso, induzem com rapidez os outros a fazerem coisas que na realidade "não" tinham intenção. São árduos manipuladores. São chantagistas, por vezes, mudam totalmente de um mau comportamento para uma boa conduta, a fim de conseguirem o que querem. Eles podem usar da mentira mas não admitem que esta mesma seja usada para com eles. O lema é "eu posso, você não". Além disso, uma característica típica que os diferencia de mentirosos que mentem para receber atenção ou admiração, é que a mentira do psicopata é dificilmente descoberta. São tão calculistas que conseguem mentir olhando nos olhos, sem remorso ou arrependimento, e suas mentiras raramente são descobertas porque são muito bem planejadas. São indivíduos muito preocupados consigo próprios, irresponsáveis e imediatistas. Tais características geralmente são muito mais atribuídas aos homens psicopatas do que as mulheres. Entretanto, esses detalhes também se assemelham na mulher psicopata.







Emoções superficiais e teatralidade



Sociopatas em geral têm emoções rasas, podendo demonstrar amizade e consideração facilmente para conseguirem conquistar determinadas pessoas, contudo, tais emoções são superficiais e breves porque não são verdadeiras.



O psicopata não tem sentimentos para com outras pessoas; entretanto, parece que desde criança - apesar desse vazio sentimental - eles conseguem "imitar" as emoções das outras pessoas (embora não as sinta de verdade) a fim de conseguirem um ideal. Por exemplo, eles podem não sentir altruísmo, entretanto, aprendem a imitar esse altruísmo, usando-o para algum benefício. Por isso, suas emoções podem ser passageiras, porque apenas copiam as emoções, mas não as têm. Por exemplo, um psicopata pode mostrar-se excessivamente triste porque magoou um colega, entretanto, rapidamente tal emoção parece subitamente desaparecer, como se nada tivesse acontecido. Assim são suas emoções, geralmente aparecem e desaparecem de forma súbita.



Sua vida inteira é vivida de forma teatral e dramática, onde o psicopata é sempre a "vítima" ou "coitadinho" e os outros são os vilões maldosos que merecem punição. Eles tentam sempre a convencer suas vítimas de que eles próprios estão tendo algum tipo de sofrimento, assim, acarretam na outra pessoa um sentimento de dó ou pena - uma das princpais armas do psicopata. São também irresponsáveis: tendem a fugir de suas responsabilidades e jogando a culpa para outras pessoas, por isso fazem de tudo para convencer as pessoas acreditarem de que toda a culpa do universo é do outro e não do psicopata. Eles têm imensas habilidades em inverter os papéis das situações, onde a outra pessoa é o vilão e eles as vítimas. Essa irresponsabilidade ainda é notada quando marcam um compromisso e, sem mais nem menos, cancelam em última hora, sem se importar com suas consequências para outras pessoas.







Frieza e ausência de sentimentos



Psicopatas são pessoas insensíveis, frias e com ausência de sentimentos genuínos para com outras pessoas. Eles parecem não sentir emoções calorosas entre os humanos, tais como o amor, compaixão e altruísmo. São vistos como indivíduos frios, que não demonstram amor, carinho e ternura, até mesmo com pessoas próximas, tais como familiares. Por mais que algumas pessoas acreditem inocentemente que um dia o psicopata poderá sentir algum tipo de sentimento altruísta, lamentavelmente ainda não se pode afirmar hipóteses do gênero. São pessoas sem nenhum tipo de sentimento bom para com os outros, apenas para si mesmo. Não amam, não sentem dó, não são humildes, nem generosos, muito menos carinhosos e afáveis. Esses individúos não sentem afeto algum por outros seres humanos; portanto, jamais sentirão do mesmo modo que pessoas "normais" sentem. Talvez nunca tenham sentido, contudo, aprenderam a imitá-las. Aprenderam a imitar a forma como duas pessoas se amam, se compreendem. Aprenderam a imitar o altruísmo, o carinho e a generosidade ao observarem e copiarem tais demonstrações vindas de outras pessoas, mas nunca advindas de si próprio. Por isso, demonstram superficialmente seus sentimentos e emoções, pois na realidade não passam cópias e imitações de sentimentos. Quando demonstram sentimentos bons, mais uma forma de manipular para conseguir algo com isso. Raramente dizem "eu te amo", ou então, mais frequentemente, quando dizem, demonstram o oposto. Dizem que amam mas suas ações e comportamentos demonstram o contrário. Na realidade, eles frequentemente tratam as pessoas como "coisas" ou "objetos". Exatamente por isso, o sociopata oscila entre períodos em que causa sofrimento às pessoas, e períodos em que demonstra afeto e consideração.



Psicopatas são pessoas, acima de tudo, frias e insensíveis. Frias emocionalmente de tal forma que nada as faz se comoverem por algum tipo de dor ou sofrimento alheio. Via de regra, não demonstram qualquer tipo de afeto, amor ou carinho por outra pessoa, inclusive seus próprios familiares. Só o demonstram para conseguir algo. Não vão se importar se feriram ou não alguém, muito menos vão se chocar por algum acontecimento doloroso a outrem. Pelo contrário. Podem ver, ouvir e até mesmo cometer inúmeras crueldades sem ter a capacidade de sentir algum tipo de emoção com isso; qualquer tipo de sofrimento para outra pessoa, para eles, é simplesmente "normal". É exatamente por esta razão que muitos psicopatas assassinos são popularmente descritos como "sangue frio", sem emoção. Compaixão, dó, pena e altruísmo são palavras totalmente ausentes na área emocional do psicopata. Do ponto de vista emocional, nada os choca, nada os faz chorar por dó, tristeza ou compaixão em ver uma outra pessoa sofrer, seja da pior forma possível. É o caso do indivíduo que perde um irmão e apenas diz calmamente "que pena" e, logo em seguida, volta a fazer o que estava a fazer antes. São indivíduos excessivamente insensíveis.



Nota-se nessas pessoas uma falta de sentimentos considerados receosos, tais como o medo, nojo e remorso. Na maioria das pessoas, essas emoções quando são confrontadas têm por definição impedir um aproximamento daquilo que causa o receio, ou se arrepender de alguma ação feita. No caso dos psicopatas, eles parecem sentir muito pouco, ou até mesmo serem ausentes de tais emoções. Consequentemente, o medo, pânico e remorso são muito pouco sentidos, ou inexistentes em psicopatas. Via de regra, o psicopata de grau leve tende a ainda ter indícios de sentir emoções receosas, entretanto, o psicopata considerado grave frequentemente é completamente ausente dessas emoções. O indivíduo antissocial também não teme porque não tem as emoções normais de um ser humano. Diante, por exemplo, questões ilegais em que estão envolvidos, eles assistem tais processos de forma indiferente, como se não estivessem envolvidos. Em geral, a impulsividade em busca de novos estímulos somada à ausência do medo e do remorso, os levam ao exibicionismo e a cometerem atitudes antissocias.



O psicopata é visivelmente um indivíduo com uma grande falta de empatia, por isso apresenta um estilo de interação sadomasoquista. Geralmente ele é o que induz ao sofrimento, e o outro é o que recebe o sofrimento, embora o contrário também pode acontecer, pois o psicopata da mesma forma que não se preocupa com os outros, também não se preocupa muito consigo mesmo. É importante notar que, sendo uma das principais características da psicopatia, apesar disso tudo, o psicopata raramente demonstra sentir remorso ou culpa pelo o que faz. São pessoas que não sentem culpa ou sentem muito pouco, o que não faz com que impeçam-nos a evitar atitudes que causem sofrimento. Após cometer sofrimento a outras pessoas, eles podem se mostrar indiferentes, poucos preocupados com o ocorrido, ou então até rirem ou se orgulharem disto. Em alguns casos, teatralizam o arrependimento e o sentimento de remorso, chorando e alegando culpa, entretanto, isso não passa de mero drama que subitamente desaparece após algum tempo.







Muito mais razão que emoção



Sociopatas, via de regra, são pessoas muito frias e racionais. Indivíduos assim, não conseguem experimentar - não, ao menos, da mesma forma que as pessoas normais - sentimentos como amor, carinho e afabilidade, por isso são distantes emocionalmente em suas relações. Apesar de serem muito impulsivos - tomam decisões ao sabor do momento; quando querem algo, não conseguem dizer "não" a si próprio; não pensam nas consequências das suas ações -, são pessoas muito levadas pela razão. Por terem um cérebro muito mais racional que emocional, eles não se comovem facilmente. Não se comovem com a dor e sentimento alheio, e tendem a planejar tudo de forma fria e calculista. Intuição, fé e amor espiritual são inexistentes nesses indivíduos, por isso, não raro são céticos, desapegados a coisas não-materias e, pelo contrário, podem dar mais muito valor ao tocável que o intocavél.



Como são pessoas que fazem o possível e o impossível para realizar seus desejos, nem que para isso tenha que mentir, manipular, furtar, matar etc., quando questionados sob tais comportamentos, eles tendem a falar racionalmente, não emocionalmente, uma vez que são indivíduos que não conseguem sentir emoções verdadeiras.



Atualmente, através de inúmeras pesquisas neuropsiquiátricas, o psicopata é visto - através de ressonância magnética, por exemplo - como um indivíduo muito mais racional que emocional. Isso porque os especialistas concluem que o cérebro desses indivíduos responde de forma diferente da maioria das pessoas consideradas "normais". Por exemplo, os psicopatas têm muito pouca pena ou culpa, cujas duas emoções são essencias para a cooperação social. Por outro lado, seus cérebros ativam mais intensamente os circuitos cerebrais relacionados ao desprezo e desejo de vingança. Essas alterações nas áreas das emoções fazem com que sejam irritadiços, agressivos, estabeleçam relações conturbadas, mintam e manipulem com facilidade, não sintam empatia, e muito menos se arrependam por tudo isso.



É comum, entre psicopatas, uma explicação racional a respeito do que é certo ou errado, entretanto, por mais que saibam isso, eles não conseguem sentir tais sentimentos de certo e errado. E é exatamente isto que faria com que muitos evitassem cometer crueldades; pois eles pensam e sabem do errado, mas não consegue senti-lo. É esse sentir que faria com que o meio emocional (ex.: pena) interviesse em suas maldades. Um assassino sádico até sabe que o que está a fazer é errado; entretanto, por ter um cérebro essencialmente racional, seu emocional é tão prejudicado que não consegue fazer com que suas emoções o impeça de cometer um assassinato cruel. É também por isso que possuem uma personalidade naturalmente dissimulada. Eles nunca vão demonstrar à sociedade, descaradamente, como ele é, de fato. Eles sabem que seu comportamento e sua personalidade é inadimissível e vista como macabra aos olhos de todos. Sabem perfeitamente que possuem ideias, atitudes e comportamentos errados. Por isso, mostram às pessoas uma outra personalidade: uma superficial que é mostrada a todos de forma "certa", mostrada de um jeito pelo qual todos aceitam, enquanto escondem sua verdadeira índole macabra, porque sabem que serão intolerados se exibirem sua real face. Sabem do errado, porém, não sentem o errado.





Encanto superficial e sedução



Nem todos os psicopatas são encantadores ou sedutores, mas uma boa parte dessas pessoas apesar de serem contra tudo e todos, à primeira vista podem demonstrar grande simpatia e encanto com os outros. É geralmente assim que eles conseguem se aproximar de quem os interessa, sem fazê-los desconfiar de que possuem outras intenções. Pessoas que utilizam do encanto ou sedução para conquistarem outras causas são denominadas manipuladoras. Indivíduos psicopatas são árduos manipuladores; facilmente conseguem influenciar as outras pessoas porque possuem ótima lábia, estupendo conhecimento a respeito daquilo que o outro gostará de ouvir ou ver. Interessante notar também que, apesar de serem persuadores, são pessoas céticas e desconfiadas que dificilmente são influenciadas. Eles são sempre os influenciadores mas raramente são os influenciados.



De maneira geral, o psicopata na maioria das vezes pode ser simpático, engraçado e interessante socialmente a fim de conseguir a simpatia das outras pessoas por quais se interessam.



Dependendo da vítima, o sociopata pode usar-se da sedução, especialmente se for uma mulher psicopata que, por exemplo, pode seduzir um homem mais facilmente e depois roubá-lo. Nesses casos, muitos psicopatas podem assemelhar-se aos os portadores do transtorno de personalidade histriônica, por exibirem uma aparência física atraente e/ou comportamento sedutor.



Indivíduos com personalidade antissocial não se importam em passar por cima de tudo e todos para alcançar seus objetivos. Eles manipulam facilmente as pessoas, mentem e enganam e não se importam com isso. Ao mesmo tempo, frequentemente exibem aparência nada sugestionáveis de psicopatia: podem ser simpáticos, educados e comportados, entretanto, diante a menor contrariedade ou ameaça, se tornam irritáveis. Esta característica muitas vezes é disfarçada socialmente, entretanto, é comumente percebida no ambiente intrafamiliar. Podem ser tidos como explosivos, agressivos ou estressados, entrando facilmente em discussões e brigas com a família. Sendo assim, não se importam em terem ferido emocionalmente (ou fisicamente) seus familiares, nem quesitam em pedir desculpas; agem como se nada tivesse acontecido. Quando isso ocorre e resolvem reconhecer seu comportamento agressivo, mais uma vez, tudo não passa de dissimulação. Eles são reis em inversão de papéis: seu teatro é sempre baseado na vítima e no vilão, em que, obviamente, a vítima é sempre ele. Vivem a fazer papel de vítima ou coitadinho, invertendo os papéis em que as outras pessoas são sempre as vilãs. Eles geralmente culpam ou acusam seus familiares por seu comportamento agressivo (por ex, em uma discussão sempre dizem que foi fulano que começou, nunca ele), nunca admitem um erro, querem ter sempre a razão de tudo e tentam fazer o possível para com que o outro se sinta o culpado. De uma forma ou de outra, esses indivíduos têm notáveis tendências em estimular sentimentos de dó, compaixão e pena nas outras pessoas. Como é perceptível, a maioria dos psicopatas não mata, mas é capaz, porém, de arrebentar facilmente com o emocional e até mesmo o financeiro das pessoas.





Em contraste, com outros indivíduos, são apaixonáveis e encantadores. Conquistam e seduzem facilmente as pessoas por quais obtêm interesse, tanto que raramente os outros desconfiam de estar se relacionando com um indivíduo antissocial, pois muitos psicopatas camuflam tal comportamento sob uma aparência "angelical". Isso faz com que frequentemente despertem nas outras pessoas, pensamentos como "É impossível fulano (a) ser ruim, com essa cara de anjinho (a)", ou ainda "Não consigo acreditar como fulano (a) foi capaz de cometer crueldades, ele (a) sempre foi tão comportado (a), um amor de pessoa!" por exemplo. Muitas vezes, quando os familiares relatam para conhecidos, os comportamentos anormais do psicopata, as outras pessoas têm uma imagem anteriormente tão boa e ingênua do indivíduo, que ficam perplexadas e não conseguem acreditar em tais relatos.





Irritabilidade e intolerância às frustrações



Apesar de socialmente demonstrarem serem "santos", muitas vezes o ambiente familiar é muito diferente dessa falsa demonstração para a sociedade. Não raro, os indivíduos portadores da psicopatia são irritantes, agressivos e problemáticos para a família. Eles têm baixa tolerância para frustrações, portanto, contrariedades mínimas já podem ser motivos para agressividade. Por terem um baixo limiar de descarga de agressão, eles facilmente perdem a calma por qualquer coisa, se estressam rapidamente por qualquer contrariedade ou confronto, agindo de forma pueril ou extrema quando não conseguem o que querem.



Essa intolerância às frustrações os faz pessoas rancorosas, vingativas e incapazes de aceitar obstáculos comuns do cotidiano. Frequentemente acumulam ódio por algo ou alguém, não suportam perderem, detestam não conseguir o que querem e podem cometer atitudes extremas por conta disso. As frustrações inadimíssiveis é que são as únicas fontes capazes de um indivíduo psicopata chorar de verdade. Fora as suas próprias frustrações, choram apenas por mera falsidade ou teatro.



Eles também podem ser tidos como aqueles que vivem a desafiar as autoridades da casa, tais como os pais, avós, etc. O ambiente familiar, dependendo de cada psicopata, pode ser marcado desde discussões leves até violência brutal para com os membros que moram na casa. Muitas vezes, o lar doméstico desses indivíduos é marcado também pelas outras diversas característica psicopáticas, tais como egoísmo, mentiras, manipulação etc. Da mesma forma com as outras pessoas, eles não se importam com os sentimentos dos seus familiares, são frios e não sentem culpa por nada que fazem. Eles tendem a se aproveitarem da situação familiar para tirarem benefícios para si próprios, como por exemplo a herança da família.



Em suma, são na realidade, indivíduos irritadiços, agressivos, impulsivos, sádicos, interesseiros, egoístas, frios e excessivamente manipuladores: enquanto maltratam as pessoas mais íntimas que se importam com ele, o indivíduo demonstra profundo ódio, rancor e indiferença aos mesmos; fora desse ambiente familiar conturbardo, se mostram totalmente o oposto: pessoas queridas, alegres e do bem.







Mentiras e comportamento fantasioso



Psicopatas usam a mentira como mais uma ferramenta para seus objetivos. Exatamente por isso, eles não usam a mentira da mesma forma que as outras pessoas usam e sim usam-na como ferramenta de trabalho. São tão racionais que planejam muito bem suas mentiras, a ponto de que conseguem mentir olhando nos olhos e demonstrando atitudes calmas e típicas de quem está falando a mais brilhante verdade, quando na realidade, não passam de grandes mentiras. Tais mentiras muitas vezes são caracterizadas por histórias muito bem detalhadas e minuciosas, a ponto que as outras pessoas nem se quer desconfiam de que tudo não passa de um teatro, por isso, raramente suas mentiras são descobertas. Entretanto, quando isto acontece, eles podem negar até a morte que tudo não passa de uma farsa, mesmo que tudo e todos provem o contrário. Também podem mostrar-se totalmente indiferentes à descoberta, ou admitirem mas inventam alguma desculpa encobrindo a outra mentira.





Eles também apresentam um comportamento fantasioso que frequentemente muda. Eles são tidos como camaleões sociais, porque estão em contante mudanças socialmente. Eles geralmente mudam de comportamento conforme pessoa, mais especificamente, conforme o que a pessoa quer. Então, é comum terem diversos comportamentos diferentes com diferentes pessoas. Isso também ocorre porque são indivíduos que levam uma vida dupla: socialmente são vistos como os ingênuos inocentes, quando na verdade escondem um lado negro e obscuro.



Em geral, todas as pessoas têm por si uma característica de camaleão social, afinal, ninguém consegue ser totalmente constante e igual com todos ao mesmo tempo. Todos são diferentes, por exemplo, com seus amigos e com seus familiares. Contudo, o psicopata apresenta uma característica muito forte: uma forma de "dissociação" de personalidade, isto é, como se tivessem uma fina camada de verniz. Isto ocorre porque o antissocial desensolve uma personalidade para convívio social, para conseguirem se infiltrarem e misturar-se com os outros seres. Ou seja, na realidade, eles demonstram para a sociedade uma personalidade fantasiosa, pois na realidade, escondem um temperamento totalmente oposto ao que demonstram socialmente. No caso do psicopata, esse disfarce social é totalmente excessivo e extremo da real personalidade - enquanto podem ser típicos exemplares socialmente, com família, filhos e trabalho normal, na realidade, são pessoas extremamente doentes.





Seu verniz é tão perfeito que, quando cometem algum tipo de crueldade, as pessoas na prisão confiam nele e em seu comportamento, sem entender como aquela pessoa tão educada e solícita, calma e comportada, possa ter cometido crimes tão numerosos e violentos.[2]





Vazio existencial e tendência ao tédio



Psicopatas são pessoas excessivamente sensíveis ao tédio, monotonia e tudo o que for relativo à "constância". Necessitam constantemente de estímulos, pois são ausentes de emoções reais. Pessoas assim ficam entediadas muito facilmente, não suportam monotonia e rotina, e estão em busca constante por estímulos e excitações que lhe ofereçam perigo para se livrarem do tédio. Por isso, eles enjoam facilmente de tudo e todos. Então, seus relacionamentos, empregos, preferências e objetivos estão em constante mudança, porque enjoam muito fácil das coisas. Eles precisam sempre de novidades a fim de que não caiam na monotonia. Assim, seus relacionamentos não são duradouros, eles não param em um emprego fixo, seus objetivos perdem a graça muito fácil, seus gostos são instáveis etc. Psicopatas geralmente podem começar um determinado projeto de forma empolgada e excitante, contudo, não conseguem terminá-lo porque de repente parecem ter enjoado. Também pode acontecer que anseiam em excesso por algo, todavia, quando conseguem, não querem mais. Portanto, para eles, a empolgação para as coisas da vida têm uma duração muito curta. Logo, se são pessoas que não toleram tédio e rotina, consequentemente também são intoleráveis às regras e normas.





Manipulação e chantagem



Psicopatas - mais do que ninguém - são excessivamente manipuladores. Dissimulam um comportamento contrário: se fazem de tolos ou santos, que nada sabem, entretanto, enquanto ninguém desconfia, estão a fazer sempre tudo de caso pensado. De uma forma ou de outra, estão sempre manipulando ou controlando o ambiente e as pessoas, com o objetivo de tirar vantagens para si mesmo. Essas vantagens frequentemente variam desde vantagens materiais, a pura diversão. Essas pessoas têm geralmente profundos traços sádicos, portanto, parecem sentir prazer ou indiferença ao levar os outros ao sofrimento. Frequentemente, esmagam suas vítimas de uma forma tão sutil e quase imperceptível, que praticamente ninguém percebe - apenas a vítima, ao tempo que possam para a sociedade como santinhos e cidadãos do bem.



Eles frequentemente usam todo e qualquer tipo de forma de manipulação e influência. A ótima lábia, o drama, a teatralização, a inversão de papéis em que o psicopata é sempre a vítima, e a sedução são típicos exemplos na qual o sociopata tende sempre a utilizá-las de forma que induza a outra pessoa a cair nesse jogo de manipulação.



De maneira geral, o psicopata manipula quem ele quer, para obter lucro ou simplesmente por pura diversão. Esses indivíduos podem dissimular qualquer coisa, para conseguirem o que querem. E o pior é que geralmente dissimulam tão bem que é difícil não cair em alguma manipulação do psicopata. Acontece que essas pessoas conseguem camuflar perfeitamente seu lado negro e obscuro, dando sempre uma aparência de uma boa pessoa. São gentis, educados e simpáticos. Exatamente por isso, é muito mais fácil as pessoas associarem "psicopata" ao indivíduo "antipático" ou "estranho", enquanto aquele que tem uma ótima aparência é visto como uma boa impressão; e é geralmente aí que esconde o perigo, pois são essas pessoas que menos aparentam crueldade é que podem ser as principais suspeitas. Não é à toa que todos podem conviver com um psicopata no dia-a-dia e nem se quer saber disto, muito menos se darem conta que às vezes podem morar ao lado de um ou até mesmo dividir a mesma casa com um.



A bajulação excessiva, o agradar exagerado, elogios, a sedução compulsiva, o jogo de se fazer sempre de vítima e a flexibilidade para tornar-se aquilo que o outro deseja, camufla na realidade uma das táticas do psicopata para cegar as pessoas, seduzi-las e encobrir suas verdadeiras intenções, tais como manipulações e controle. O psicopata pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado, simulando tentativas de suicídio e auto destruição, etc.



Percebe-se também nessas pessoas um eterno comportamento chantagista. Isso é facilmente notado de variadas formas, especialmente quando mudam de um comportamento para outro, a fim de conseguir uma recompensa. Eles podem se comportar como "bonzinhos" por um tempo, para conseguirem uma recompensa; mas quando recebem, se vangloriam como quem nada deve, e voltam a adquirir um mau comportamento. A ingratidão nesses indivíduos é comum; tratam as pessoas como coisas e acreditam que todos foram objetos criados apenas para dar recompensas a eles, sendo assim, quando são gratificados, descartam as pessoas como simples coisas inúteis.





Egoísmo e egocentrismo



Como psicopatas são seres incapazes de sentir sentimentos calorosos por outros seres humanos - tais como o amor, altruísmo, generosidade, humildade e pena - eles não conseguem amar outras pessoas; não ao menos da mesma forma que a maioria das pessoas consegue. Na realidade, nos psicopatas o que predomina é um grande sentimento de posse. Apesar do ciúmes e possessivade andarem lado a lado, o ciúmes geralmente é normal e - até certo ponto - necessário numa relação, mas o ciúme doentio é fruto de uma baixa auto estima e insegurança. Do outro lado, a possessividade - diferente do ciúmes doentio visto como sinal de insegurança - é um sentimento egoísta e que geralmente não está relacionado a uma insegurança e sim a uma personalidade egoísta que não sabe diferenciar objeto de pessoa, tratando, assim, pessoas como meros objetos, pois enquanto o ciúmes pode ser visto como um sentimento para com pessoas; a possessividade está muito mais relacionada a objetos, "ter apenas para si tal objeto" por puro egoísmo. É por isso que no psicopata o que predomina é a possessividade. Como eles são exímios egocêntricos e não sentem nada, eles não têm a insegurança típica de quem ama, mas sim um sentimento de posse, na qual a outra pessoa é vista como um objeto que é apenas dele e não deve ser dividido de forma alguma. Às vezes, quando eles demonstram afeto por alguém, ou é pura dissimulação ou um grande sentimento de possessividade por tal pessoa, o que faz frequentemente, a princípio, acreditarem que estão apaixonados, quando na verdade, não sentem nada mais que posse por tal pessoa. Além disso, tendem sempre a inventar desculpas de sua possessividade (por ex, "é porque eu te amo", "tenho medo de perdê-la (o)" ou ainda "é porque tenho ciúmes de você"). O egoísmo desses indivíduos é tanto que por mais possessivos que sejam, não aceitam esta regra aplicada para o outro. Por exemplo, eles podem ser possessivos com os outros, mas os outros não podem ser com eles.



Como o antissocial é egoísta e ausente de sentimentos bons para com outros, eles frequentemente também exibem possessividade não somente num relacionamento íntimo, mas também em todos aspectos de sua vida. Eles tratam como meros objetos seus familiares, seu cônjuge, seus amigos, seus pertences. Não toleram serem ignorados e, se todos são tratados como objetos, portanto, a possessividade também estará presente. "Dividir" e "generosidade" são vocábulos inexistentes na personalidade dos psicopatas. Não suportam "dividir" nada nem ninguém. Seu parceiro sexual não pode ser de mais ninguém, a não ser dele; seus amigos não podem ser amigos de mais ninguém, a não ser dele; seus pertences não são de ninguém, só deles; o dinheiro é apenas dele e não será dividido com mais ninguém; a atenção e admiração não será de ninguém, apenas deles. De forma geral é dessa forma que a vida de um psicopata é baseada, porém, quando demonstram o contrário: generosidade, não passa de mera falsidade. Eles geralmente demonstram comportamento contrário ao egoísmo (por ex, o psicopata que resolve emprestar dinheiro para um familiar necessitado) para disfarçarem socialmente ou conseguirem algo com isto.



Essa possessividade geralmente gera no psicopata um outro sentimento: a inveja. Por isso, são frequentes invejosos embora possam não demonstrar isso claramente. Pelo contrário, são eles que se fazem de genuínos, que não invejam nada nem ninguém, ou que apenas sentem uma "inveja boa". Enquanto isso, desejam mal às outras pessoas que conquistaram algum determinado ideal pela qual o psicopata também anseia; e às escondidas artimanham planos para arruinar tais conquistas. Isso porque querem tudo apenas para si e se vêem como donos do universo; o mundo é visto, por eles, como ao redor de seu próprio umbigo (egocentrismo exacerbado).



Para psicopatas, eles é que merecem uma conquista e não os outros; os outros são sempre os que recebem mais e eles não recebem nada (por ex, um psicopata ao ver que um colega de trabalho recebeu uma oferta especial no emprego, ele tende a pensar que é ele que merece essa proposta e não seu colega). Por isso, são os reis de estratégias que visam conseguir a qualquer custo o que querem, mesmo que isto acarrete em prejuízos para outras pessoas.







Incorregibilidade e ausência de remorso



Uma característica notavelmente exclusiva nos psicopatas é a capacidade de resistir a punições e castigos. Psicopata não aprende com os erros, pelo contrário, vai continuar cometendo os mesmos erros, ferindo ou não outras pessoas. Desde criança, por exemplo, esses indivíduos demonstram inflexibilidade e teimosia no comportamento após punições dos pais; eles não se importam com os castigos, continuam a ter o mesmo comportamento. Quando castigado, o psicopata tende a repensar modos de agir novamente o mesmo comportamento, ou ainda, ser possuído por um grande sentimento de vingança. A frase comumente ouvida "com a vida você vai aprender…" raramente funciona com um psicopata. Mesmo se isso ocorrer, com certeza ele irá mudar de comportamento apenas porque tal acarretou em prejuízos para si próprio, não levando em conta o prejuízo causado a outras pessoas.



Obviamente, são indivíduos notavelmente sem remorsos e sentimentos de culpa. Jamais sentem remorso ou culpa por algo que fizeram - apenas por atitudes não feitas. Os psicopatas com um grau mais leve podem até terem algum nível de tais emoções, entretanto, isso não é o suficiente para que pausem seus impulsos de suas ações maldosas. Remorso é emoção que, via de regra, vem do cérebro, assim como todos os sentimentos e pensamentos. Quando o cérebro está danificado ou com algum tipo de prejuízo nessas áreas emocionais, a capacidade de sentir emoções também fica prejudicada. Nos psicopatas, o remorso e compaixão - que são essenciais para a cooperação nas relações entre os seres humanos - estão quase ou totalmente ausentes, assim como os sentimentos de ternura, pena e sensibilidade.







Psicopatia feminina



A maioria das mulheres psicopatas tendem a apresentar um grau leve ou moderado da psicopatia, sendo que mulheres psicopatas com um alto grau da doença são raras. Porém, existem e são as denominadas serial killers, tais como grandes assassinas da história mundial, como Elizabeth Bathory, Aileen Wuornos e Marie Noe.



As psicopatas com um nível moderado a grave de psicopatia podem, no início da adolêscencia, ter um acentuado crescimento dos sintomas do distúrbio nessa fase, além de sintomas como um humor deprimido e irritadiço, abusar do álcool e/ou drogas, obter comportamentos autodestrutivos como auto mutilação, tentativas de suicídio fracassadas, abusos de medicamentos, ambiente familiar conturbado, instabilidade emocional e, não raro, aparecimento de sintomas histéricos (conversivos). Aliás, é muito mais frequente nas mulheres psicopatas ocorrer a psicopatia juntamente com características conversivas, como por exemplo, paralisias, dores de cabeça constantes, náuseas, vômitos, afonia, dores constantes pelo corpo sem motivo plausiveis etc. o que mostra que essas mulheres além da psicopatia, possuem traços histéricos em sua personalidade, o que as faz reprimir seus problemas psicológicos e transformando-os em problema físico.



Na melhor das hipóteses, as mulheres psicopatas geralmente foram crianças introvertidas e tinham um profundo sentimento de isolamento. Embora não seja regra, a maioria das mulheres psicopatas possuem um histórico cuja infância foi permeada por algum tipo de conflito familiar (abusos, negligência, divórcio dos pais, alcoolismo parental, etc.), além de constantes conturbações escolares, tal como deboches por coleguinhas de escola, seja pela timidez ou por apresentarem algum tipo de transtorno de conduta: ao tempo que foram crianças que sofriam deboches, entretanto, também cometiam algum tipo de crueldade - embora nem sempre os adultos conseguissem perceber, pois, via de regra, psicopatas desde tenra idade manipulam todos ao redor de forma que raramente são descobertos.



Mulheres psicopatas não gostam de ser contrariadas e, assim como os homens sociopatas, elas podem demonstrar frieza, agressividade ou insensibilidade sem que isso acarrete em culpa, arrependimento ou remorso. Elas têm necessidade em demonstrar grande poder ou controle sob certas pessoas ou situações. São controladoras, persuasivas, influenciadoras e muito sedutoras. Elas podem exibir além de um comportamento sedutor, comportamentos sexuais perversos, tais como sadomasoquismo, e fetiches perversos. Podem ter um histórico de relacionamentos breves, que duram muito pouco, numerosos casos superficiais ou então vários parceiros do outro sexo ou não, ao mesmo tempo. Elas podem ser mulheres infiéis, que facilmente traem o cônjuge, ou então enamorar-se por puro interesse material, tais como homens ricos e poderosos. Para o psicopata, o sexo e a orientação sexual são apenas mais uma forma de manipulação, um de seus utensílios para conseguir seus objetivos.



Nas mulheres com traços psicopáticos, parece haver predominância de sintomas do subtipo de psicopatia denominado "psicopata dissimulado" por Millon. Segundo Millon, tais psicopatas possuem características de falta de confiança nos outros, impulsividade, simpatia superficial e sociabilidade para com os outros mas constante mau humor, agressividade e ressentimento para com a família e pessoas próximas. Esse tipo de psicopatia pode ser relativamente parecido como uma mistura do transtorno de personalidade borderline e o transtorno de personalidade histriônica. São pessoas que aparentam tendências a chamar atenção para si e com um comportamento significantemente sedutor ou sensual. Neste caso, essas psicopatas são socialmente sedutoras mas ocultam por trás da sedução e sociabilidade um péssimo comportamento com pessoas mais próximas. A busca pela excitação, aventura e estímulo é variavelmente alto, com tendências a sentir-se facilmente entediada, com grande intolerância à monotonia, regras e rotina. Exatamente por isso, essas pessoas costumam exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, tais como relacionamentos, empregos, objetivos e gostos. Elas se entediam e enjoam facilmente das coisas, começam um projeto mas nunca terminam. Pessoas assim têm comportamentos imaturos de contínua busca de sensações e perigo, e fazem de tudo o que for necessário nas suas relações para conseguirem o que querem dos outros. São incapazes de demonstrar gratidão. Quando não conseguem o que querem ou são contrariados ou pressionados, podem balancear entre uma explosão agressiva ou uma vingança calculista.



De modo geral, as mulheres psicopatas apresentam praticamente os mesmos sintomas do homem psicopata, entretanto, praticam suas crueldades de forma menos impulsiva que o homem, o que as faz serem pouco descobertas.





Psicopatia x Sociopatia



Existem infinitas dúvidas referente às diferenças entre o termo "psicopatia" e "sociopatia". O fato é que, atualmente, ambos termos se referem ao indivíduo com transtorno de personalidade antissocial. Para alguns especialistas, como Robert Hare, a diferença entre a psicopatia e a sociopatia consiste basicamente na origem do transtorno. Assim como sociólogos, especialistas de crimes e alguns psicólogos acreditam que o distúrbio, quando originado a partir do próprio meio social, é denominado como sociopatia. Por exemplo, aquele indivíduo que "aprendeu" a cometer atitudes antissociais no próprio meio em que vivia, tal como um ambiente com baixo nível socioeconômico e pais violentos. Já o psicopata consiste na combinação de fatores como biológicos, genéticos e socioambiental. Por exemplo, o indivíduo que aparentemente "nasce" psicopata, independente de ter vivido num ambiente com baixo nível socioeconômico.



Para outros especialistas, a psicopatia e a sociopatia são duas manifestações diferentes do transtorno de personalidade antissocial. Tais raciocínios acreditam que os psicopatas nascem com características básicas como impulsividade e ausência de medo, o que faz com que busquem condutas de riscos e perigo, terminando muitas vezes em atitudes antissociais, uma vez que são incapazes de se estabelecerem corretamente nas normas sociais. Já o sociopata, nesta visão, apresenta um temperamento um pouco mais "normal" que os psicopatas.



Em suma, referente ao termo, essas duas variantes da personalidade antissocial tem como causa uma interação variada entre fatores genéticos/biológicos e fatores ambientais, mas a psicopatia tende para fatores genéticos, enquanto que a sociopatia, para o lado socioambiental.



Teoria



Segundo a teoria pela qual uma pessoa psicopata é uma pessoa perversa, supõe-se que nesta classe de doença, o doente é um sujeito que se mantém a par da realidade, mas que carece de Superego. Isto faz com que a pessoa psicopata possa cometer actos criminosos sem sentir culpa.



A noção, cada vez mais reforçada de que as personalidades psicopatas são quase-psicóticas, enquadra-as dentro das estruturas de personalidades borderline (importante ressaltar que a estrutura borderline é diferente do transtorno de personalidade borderline). Não obstante, as pessoas psicopatas têm condutas criminais sem nenhum sentimento de culpa, mantendo plena consciência dos seus crimes ou das suas intenções criminais.



A natureza do superego, enquanto introjeção das regras sociais e as formas de conduta que são apreendidas e interiorizadas pelos indivíduos no processo de socialização tem sido revisto a partir de várias concepções psicossociais em especial as noções de self de Mead e as concepções de desvio - outsiders de Goffman e Parker as denominadas teorias sociológicas da psicologia social







Assassino em Série (Serial Killer)



Uma personalidade psicopata não se restringe ao assassino em série. Um psicopata pode ser uma pessoa simpática e de expressões sensatas que, não obstante, não vacila ao cometer um crime quando lhe convém e, tal como explicado acima, fá-lo sem sentir culpa pela sua ação.







O contexto social em que é interpretado o ato agressivo forma o criminoso ou o justiceiro social, o policial autorizado a cometer crimes (soldado mandado). Contudo na agressividade psicopatológica dos denominados sociopatas há sempre de se identificar as pulsões sádicas que caracterizam o instinto de morte da espécie humana.







Apesar do ainda controverso tema da existência do instinto agressivo em nossa espécie, pelo menos entre as teorias psicanalíticas não há dúvidas sobre a natureza da compulsão à repetição e características sádicas de suas manifestações descritas por Freud no célebre ensaio: Além do princípio do prazer, 1922.







Características resumidas e curiosidades



Psicopata é sinônimo de antissocial, de indivíduo que não segue as leis e nem as regras ditadas pela sociedade e, através de seus atos, provoca danos à mesma;



Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos;



Para cada 3 homens psicopatas, 1 mulher é psicopata;



Podem ter uma auto-estima ou visão de si próprios inflada;



São auto-suficientes e vaidosos;



Exibem um encanto superficial, muitas vezes são sedutores e conquistam facilmente as outras pessoas;



São bastante volúveis e inconstantes;



Não possuem empatia, tendem a ser insensíveis, cínicos e a desprezar os sentimentos e direitos alheios;



Possui dificuldade em manter relacionamentos, embora consigam estabelecer facilmente;



Mente frequentemente, muitas vezes sem motivo, mas mentem de forma tão realista que raramente outras pessoas descobrem ou desconfiam;



Necessidade de autoridade: são pessoas que necessitam estar sempre no comando ou poder, detestam serem comandados ou submissos;



Possui tendências sádicas;



São muito manipuladores, manipulam pessoas, ambientes e circunstâncias a seu favor;



Não possuem sentimentos de culpa ou arrependimento;



É frio, raramente demonstra algum tipo de afetividade mas quando demonstra é superficial;



É inconstante, detesta rotina e monotonia e enjoa fácil de tudo;



Não possui empatia: não entende o que é estar no lugar do outro;



É excessivamente racional e calculista, tem dificuldade em pensar emocionalmente e age sempre racionalmente;



É cético ou desconfiado em demasia, ao tempo que é persuasivo;



É irresponsável: tende a jogar culpa sempre nos outros, não se responsabiliza pelas próprias condutas, arranjando sempre algo ou alguém como culpado;



Possui necessidade de estimulação constante, assim como sensibilidade ao tédio e um vazio existencial;



Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas;



São impulsivos em relação à agressividade, violência e impulsos sádicos;



É infiel e seus relacionamentos íntimos não são duradouros;



Possui vida dupla: socialmente são pessoas exemplares, mas com pessoas da intimidade se mostram totalmente diferentes;



São irritadiços com pessoas da família;



Dão mais valor ao material do que o sentimental, inclusive podem ser oportunistas e obcecados pelo dinheiro;



Não pensa na sua própria segurança, muito menos na das outras pessoas;



Ausentes de valores morais, detestam moralidade e ética;



Para eles, "regras foram feitas para serem quebradas" e "os fins justificam os meios";



Possuem mudanças súbitas de temperamento;



Incrivelmente, psicopatas se dão bem em entrevistas de empregos, manipulam as pessoas, conquistam a confiança de todos facilmente no ambiente de trabalho;



Sempre acham que estão certos, que nunca erram e que são os donos da razão;



Vêem (ou fazem) algo ruim acontecendo mas não reagem da mesma forma que as pessoas "normais" reagiriam, pelo contrário, às vezes acham até graça;



Quando colocados sobre pressão, como por exemplo, a morte de algum parente, reagem com frieza, como se não se importassem nem um pouco com a notícia;



Frieza emocional, sadismo, capacidade de fingir extremamente bem, vontade de fazer mal às pessoas e ausência de remorso é a receita ideal para um assassinato cometido por um psicopata;



Não expressa ou demonstra amor, afetividade, carinho etc, nem mesmo por filhos, pais, parentes, cônjuge, etc.;



São pessoas com sorrisos fáceis, amáveis quando lhe convêm e absolutamente frias quando julgam necessário;



Um psicopata numa faculdade de psicologia, faz a cabeça de 99% dos alunos e professores com a mesma facilidade com que alguém tira um doce de uma criança, além de, nesses casos, a própria psicologia ser um manual completo para a aumentar a maldade das manipulações perversas de um psicopata;



É sempre disfarçado de inocente, benévolo, educado e boa pessoa;



A frieza ao agir faz com que o psicopata não se arrependa dos erros que cometeu, assim o indivíduo acaba desenvolvendo gosto pela sensação de perigo. Acredita-se que o distúrbio que estimula o comportamento sádico do psicopata resulte de um desvio neurológico, capaz de induzir principalmente o homicídio;



Utiliza-se da sedução para conseguir o que quer dos outros;



Sua capacidade de “parecer bonzinho, educado e inofensivo é impecável”. É a pessoa perfeita, aquela que os outros se quer desconfiam de ser um psicopata.



Código Penal



Do ponto de vista penal existe o dilema, amplamente discutido, sobre se uma personalidade doente é imputável, especialmente se é de origem psicótica. Mesmo que se trate de uma personalidade doente (exemplos: pessoas sádicas, violadoras, etc.) há tendência para sustentar que há uma punição correspondente, dado que, mesmo doente, a pessoa mantém consciência dos seus atos e pode evitar cometê-los.



O direito penal usa como formas de classificar a capacidade mental do agente: entendimento por parte do agente se o ato que ele cometeu é ilegal e se mesmo sabendo que é ilegal, consegue se autodeterminar, ou seja, consegue não cometer o ato.



Os psicopatas, no entanto, muitas vezes conseguem entender que seus atos são errados, porém não conseguem se autodeterminar com relação ao seu entendimento, ocasionando com isso os crimes bárbaros, podendo os psicopatas tornarem-se assassinos em série.







Referências



↑ http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=100403&Itemid=359



↑ Casoy, Illana.. Serial Killer - louco ou cruel?.







Me interesso demais por medicina, principalmente psiquiatria. Pena não ser "boy" senão certamente me dedicaria a tal área.



Leiam com atenção. Conviver com esse tipo de pessoas pode ser nocivo. Atentem-se.





Saudações bom feriado!!!