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quarta-feira, 9 de junho de 2010

CAMELO X LEÃO / VELHO X NOVO / CERTO X IMPREVISÍVEL








Yo amigos!

Bom sem mais palavras, hoje vou postar um trabalho que fiz na matéria Hermêutica Filosófica I.

Espero que entendam. Se por acaso não entenderem ficarei feliz quando me perguntarem sobre.

Fala mais ou menos sobre Deleuze, mas principalmente sobre Nietzsche.

A "dinamite" ou o divisor de águas da filosofia.

Espero que gostem.

SuperRafa!





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Análise do texto: Nietzsche e o Riso: Por uma Gaya Scienza, de Alexandre Ferreira de Mendonça.



O texto em questão trata, a princípio, sob o movimento deleuzeano de lidar com a filosofia, cujo caráter, se pensado sob ótica da “filosofia tradicional”, ou melhor, do pensamento metafísico-moral, é asqueroso. Segundo o próprio:


Quanto a mim, “fiz”, por muito tempo história da filosofia. (...) Mas minha principal maneira de me safar nessa época foi concebendo a história da filosofia como uma espécie de enrabada, ou, o que dá no mesmo, de imaculada concepção.


DELEUZE, 1992, p. 14.


Contudo esse caráter ousado, único até então de filosofar, toda essa verve, se deve ao fato de antes ter existido o filósofo Friedrich Nietzsche (“dinamite” como este se auto-intitula). Este, também segundo Deleuze, não é enrabado, mas enraba:


Nietzsche, que li tarde, foi quem me tirou de tudo isso. Pois é impossível submetê-lo ao mesmo tratamento. Filhos pelas costas é ele quem faz. Ele dá um gosto perverso (que nem Marx, nem Freud, jamais deram a ninguém): o gosto para cada um de dizer coisas simples em nome próprio, de falar por afectos, intensidades, experimentações.


DELEUZE, 1992, p. 15.


Foi Nietzsche que enrabou antes. Foi ele que se apercebeu o quão triste, quão negador, previsível e definidor de verdades é o sentido do ser dos “doutores da finalidade da existência” (camelos ou últimos homens na linguagem nietzscheana).

Nietzsche constata essa vontade de verdade que delineia a história desde o pensamento socrático-platônico e se estende, tentacularmente, as mais variadas áreas de atuação do homem sobre o mundo.

Ele então vê que a vida dos grandes pensadores, atados a esta corrente, vivem uma existência em favor do que é correto (estabelecido moralmente), veraz, evidente, enfim, fundamentado em certitudes racionais – como se todas as possibilidades que se desenrolam no mundo fossem de ordem unicamente racional.

O riso, a arte, a dança, o trágico, a surpresa, enfim toda a inconveniência do imprevisível, tudo o que não é apreensível por essa razão dominadora, todas essas possibilidades foram negadas por essa (não seria “maldita”?) tradição em favor do que fosse supostamente verdadeiro, sério, enfim, definitivo. Tolhe-se uma infinidade de possibilidades na escolha de apenas algumas poucas, morais, costumeiras.

Com a circularidade do conceito de eterno retorno eclode uma nova possibilidade renegada por tantas eras racionais: um viver com intensidade – somente realizado quando se aceita, abençoa a boa-nova trazida pelo demônio (como conta Nietzsche: Se viesse a noite um demônio e te dissesse: Que todos os seus momentos, hão de se repetir eternamente, incontavelmente, o que farias?)



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